segunda-feira, 2 de junho de 2014

Para vos aguçar o apetite...pág 21



"E escorregou pela convidativa banheira de espuma com cheiro a canela. Por ali fica algum tempo a meditar. Quando julga que tomou a decisão puxa um fofo toalhão de cor lilás que enrola em volta de si. Puxa outro mais curto que utiliza para embrulhar os lindos e encaracolados cabelos pretos. Esfrega-os cuidadosamente com a toalha, pega na escova e começa a desenleá-los com calma e alguma ternura. Massaja-os com a ajuda do spray para cabelos encaracolados e seca-o apenas por breves instantes para que não fiquem demasiado rebeldes. Da bancada alcança o boião de creme hidratante com cheiro a canela, coloca o pé direito na borda da banheira e começa por espalhá-lo numa pequena zona, alastrando os movimentos lentos e circulares subindo até à coxa. Repete a operação na parte esquerda dos membros inferiores. Em seguida com o mesmo cuidado hidrata o tronco e os membros superiores. Eram relaxantes estes momentos. Hoje em especial era importante retomar o equilíbrio emocional. Mais uma vez suspira fundo."

terça-feira, 6 de maio de 2014

Palavras e Gestos

Castelo de Marvão

-Palavras, que palavras?

 - As que nos ferem,
 as que nos confundem,
as que são ocas,
as que nos rotulam,
as que nos apartam,
as que nos perseguem,
as que são mesquinhas,
as que são levadas pelo vento,
ou mesmo,
as que são malditas?

- Não.
As palavras que nos identificam,
as que são meigas,
as que nos unem na caminhada,
as que nos enlaçam,
as que nos enamoram,
as que nos aquecem o sangue,
as que nos estremecem a alma,
as que nos fazem sorrir,
as que nos encorajam,
as que nos curam, 
ou mesmo
as que nos fazem ter esperança
e que ficarão perpetuadas no tempo
que se esgota.

- E o gestos, que gestos?

- Os que nos apunhalam,
os que nos entristecem
os que nos desorientam,
os que nos fazem arredar caminho,
os que nos apagam a paixão,
os que nos derrubam,
os que nos revoltam,
os que não entendemos,
ou mesmo,
os que são vingativamente intencionais?

- Não.
Os gestos que nos cativam,
os que nos tornam amigos,
os que nos mostram muito mais,
os que nos levam para lá da banalidade,
os que nos emocionam,
os que nos apaixonam,
os que nos fazem sonhar,
os que nos tornarão imortais,
os que nos fazem parecer tolos,
os que nos roubam o sono,
ou mesmo,
os que sendo pequenos na acção
 valem mais
do que mil palavras.


Lúcia Papafina (abril de 2014)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Crónica V: Portalegre: um paraíso desperdiçado


Crónica V: Portalegre: um paraíso desperdiçado 

Com a desculpa de ter de ir comprar uma garrafinha “Botica” de licor de tangerina e pinhão, que só em pensar no sabor do líquido docemente amarelo-reluzente fico com a boca feita em água, dou por mim a estacionar o carro no Largo do Palácio Amarelo.
Enquanto faço a manobra sou assaltada, como sempre, pela lamentação de ver tão bela e rica construção votada ao abandono. Ver assim reduzida a nobre arquitectura burguesa a um mal arrumado armazém mirra-me a alma e para me reconfortar dialogo com a minha imaginação. “Mal sabem os portalegrenses do enredo que já corre nas minhas páginas dentro daquele palácio branco e amarelo…”.
Absorvida pelas ideias que saltam da fértil veia romântica digiro-me contrariada para o parquímetro sempre maldizendo a inércia de quem ainda não conseguiu libertar a zona histórica/comercial da cidade de Portalegre daquelas máquinas infernais comedoras de moedas e afugentadoras de clientela.
Dobro a esquina da Igreja da Misericórdia, actual Escola de Artes do Norte Alentejano e entristeço-me por ver vazias as escadarias, que há menos de meia dúzia de anos (nem tanto), eram o ponto de encontro de dezenas de jovens que ali se deslocavam para alimentarem ou aperfeiçoarem o seu gosto pela música. Os jovens com o seu frenesim que lhe é saudavelmente habitual davam alma àquela zona da urbe com suas conversas, risadas e acordes musicais mais ou menos afinados. “Até a arte nos sugam por uma palheta tão singela que, encantados que andamos por ainda conseguirmos ter a cabeça fora de água, não nos apercebemos que o corpo submerso está mirrado até ao tutano”.
Dou meia dúzia de passos e todas as ideias românticas que pudessem brotar ao pisar a calçada portuguesa que serpenteia suavemente rua a baixo desvanecem-se pela ausência de transeuntes e pelo número de portas fechadas que em tempos, não muito idos, eram a entrada de uma e outra loja. Agora amontoa-se o pó nas vitrines.
Umas portas mais a baixo entro num espaço comercial mais uma vez reinventado. Agora numa típica mercearia, onde uma simpática senhora me faz uma apresentação dos produtos que tem à venda, demorando-se orgulhosamente naqueles que são o fruto do empenho de uns tantos portalegrenses que optam (numa luta diária) por oferecer à terra natal todo o seu talento. Finjo desconhecer os artigos pois deleito-me com as palavras sábias da lojista que de forma empenhada defende o princípio de que o que é “portalegrense é BOM.” Retribuo sorrisos e elogios aos nossos produtos regionais que tanto sucesso têm além fronteiras alentejanas. Acabo por adquirir não só a “Botica” como também umas deliciosas amêndoas de Portalegre, cujo desfazer lento do sabor a chocolate se mistura graciosamente com o estalar da amêndoa torrada.
Como ainda me sobra o meu bem mais valioso, o tempo, decido continuar a descer a Rua do Comércio, que infelizmente pouco jus faz ao nome. Mudamente congratulo todos os que corajosamente insistem em manterem o comércio aberto daquela rua tão pouco movimentada e que periodicamente se desdobram em eventos para que os portalegrenses a visitem e valorizem. Penitenciou-me pelo mesmo pecado.
Já perto das Portas da Devesa, ali mesmo, sobre as pedras centenárias tenho a ideia de fazer o caminho de volta pela Rua 1º de Maio.
A uns tantos passos olho para a recente construção que ocupa o espaço da defunta Moagem de Portalegre e lembro-me das vezes que ali fora ao final de tarde comprar a tão saborosa boleima ou as línguas de sogra. A saudade invade-me. Questiono as opções urbanísticas que vão esvaziando a cidade do seu património edificado que a tornavam ela própria e não uma cópia de outras e tantas outras cidades. “Não será a individualidade dos locais um atrativo turístico?”
Quando as construções urbanas deixam a descoberto a serra da Penha e a sua cruz altaneira supostamente protectora dos portalegrenses, os olhos descem até à brancura da ermida e vá-se lá saber porquê recordo os versos de José Régio na Toada a Portalegre “ Em Portalegre, cidade do Alto Alentejo, cercada de serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros…”
Vou caminhando, com os olhos postos na imensidão da paisagem que se estende para lá do IC13. Pela enésima vez apaixono-me por tudo o que a vista e a memória conseguem alcançar. O coração bate forte por mais uma vez se encantar com a imensidão do azul ciano, com a variedade de tons de verde, com os amarelos das giestas, com a transparência das poças de água que se juntaram com as últimas chuvas e que aqui e ali cintilam por entre o arvoredo e as quintas que se estendem para lá da Fonte dos Fornos. Por instantes viro às costas à paisagem tentando focar as torres da Igreja da Sé à procura das tão emblemáticas cegonhas e do som oco do bater dos bicos, o matraquear.
 Retomo a minha caminhada. Como uma adolescente que reconhece o primeiro grande amor (pois nessa idade todos os amores são o primeiro e grandes), atravesso a estrada, para de costas para a estátua do eterno semeador de plantas ou de sonhos, emocionada por me deixar guiar pelas cores, pelos aromas e pelos sons humidamente doces da primavera. Ergo os olhos como que agradecendo à providência divina a graça de ter dotado esta terra com uma luminosidade inigualável.
Mesmo ali à minha frente o sol vai aos poucos despedindo-se da terra deixando no arco do horizonte um rasto vermelho alaranjado. As nuvens cinza escuro tornam a paisagem ainda mais romântica. Inspiro e expiro, melancolicamente apaixonada.
E apesar da minha fraca devoção pergunto a Deus: “O que fazer para todos convencer que este é o melhor lugar do mundo para se viver? Com este êxodo forçado dos fertilmente jovens quem ficará, depois de a tormenta passar, para rejuvenescer e encher de vida a nossa terra? Pode ser… pode ser… que depois da tempestade venha a abonança!”
Com desalento encolho os ombros. Não em sinal de resignação. Mas por saber que temos pela frente um hercúleo desafio.

Lúcia Papafina (abril de 2014)

sábado, 12 de abril de 2014

O despertar da primavera

                                          Foto de: Lúcia Gonçalves

   

É abril.
A alvorada nasce radiosa.
Gotículas de orvalho resvalam
como  pérolas roliças sobre a areia.
As cores ganham vida e alegria própria
A brisa morna beija-me as faces.
As pálpebras deslizam
como que querendo suster
a lágrima que se emociona.
Balanço o corpo ao sabor
da sinfonia  vinda dos ninhos
 abrigados nas pernadas ressequidas
da velha figueira.
Saboreio e mastigo os sabores
que avivam as memórias gustativas.
Inalo sofregamente
o matizado dos aromas.
As narinas dilatam-se.
O peito enche-se dos verdes e doces cheiros.
A um ritmo compassado
o sol vai alongando
os raios dourados pela planície.
A natureza espreguiça-se
longa e demoradamente
Sorri-me.
Sorriu-lhe.
Curvo-me.
Suspiro perante a dádiva da vida.
Rejubila-me a sua vulgar beleza.

Lúcia Gonçalves (Abril de 2014)




domingo, 30 de março de 2014

Crónica IV - O lado feminino do planeta Terra

  

“O lado feminino do Planeta Terra”
Quando sob as nossas cabeças a tempestade desaba refugiamo-nos no nosso espaço de conforto rogando que passe o mais rapidamente possível.
Do alto da nossa sabedoria acusamos os dias húmidos e chuvosos de serem os responsáveis pela depressão originada pela busca passiva de uma felicidade inatingível. Chegamos mesmo ao extremo de acusar o Deus criador de um castigo do qual não nos sentimos merecedores.
 Numa impaciência infértil, ansiamos pelos dias luminosos com a vã esperança que sejam os raios do astro rei, ao avivarem as cores de tudo o que lá tem estado até então, nos acalentem a alma, nos baralharem os sentidos, nos provoquem suspiros que façam germinar a paixão que conduzirá à tal descarga que elevará o corpo ao clímax da felicidade.
Por comodidade ignoramos que só poderemos desfrutar do prazer da colheita se os campos forem humedecidos, regados, fertilizados e então mais tarde, dependendo da determinação da própria natureza, quando a semente penetrar a terra fertilizada, qual menir hirto, possa então germinar acalentada pela paixão soalheira dos dias mornos de primavera.
Antes porém, das fontes secadas pelo estio terá de jorrar o líquido cristalino e milagroso que tem escondida a fórmula da felicidade, a Água.
Fonte de vida. Símbolo da purificação, da limpeza, do nascimento, da cura, da fertilidade, da fecundação, da transformação, da força, da rebeldia e que tantas vezes, por descuido do único ser racional que habita este planeta azul água, arrasta consigo a morte e a destruição.
A TERRA, um ser feminino na sua plenitude, beleza, capricho e vaidade reclama para si toda a simbologia do líquido que a mantém viva, apaixonante, regenerada e fértil.


Lúcia Papafina (março 2014)

terça-feira, 18 de março de 2014

Crónica III – A Carta que não tive oportunidade de escrever ao meu pai.


Crónica III – A Carta que não tive
oportunidade de escrever ao meu pai.


- Quem tu pensas que és para teres
partido sem avisar?
Que rompes as promessas de castigo.
Que furas os horários maternos de estudo.
Que roubas o comando da TV.
Que combinas num segredo paterno
a primeira saída noturna,
mas que me manterás numa redoma de vidro!
E te zangarás quando der o primeiro beijo.
Que chorarás comigo, desalmadamente
a caminho do altar.
Pai,
tu nunca soubeste dizer não!

Pai,Tu és:
A razão de eu vestir uma t-shirt quando lá fora a neve cai,
ou de ir de casacão quando o calor apertar.
A melhor forma de eu apanhar uma constipação.
A melhor desculpa para não comer a sopa,
ou ficar a ver um filme até mais tarde.
A melhor companhia para ir ao meu primeiro concerto.
Na tua banal imperfeição
serás sempre o meu herói
e eu a tua menininha.
Por ti:
Serei corajosamente paciente,
inteligente e decidida.
Aprenderei a suportar a tua Partida.
Não desistirei dos meus sonhos.
Com certeza tornar-me-ei mulher.
Viverei apaixonadamente,
perpetuando o teu nome.
Chegarei  ao fim da meta.
Reclamarei à providência divina um anjo da guarda.
 Pai, acredita que:
Que o coração bate depressa,
quando no silêncio da noite,
no momento em que a realidade
 se confunde com as lembranças,
chamas por mim.
Que no teu abraço o medo desaparece.
Devo-te cada sopro.
Sei que zelarás por mim para lá da eternidade
num simples e prolongado toque de dedos
sentirei o teu conforto nas horas difíceis
PAI,
AMAR-TE-EI saudosamente
até ao fim dos tempos.

Lúcia
Papafina (março de 2014)
Dedicado ao meu pai, ao pai das minhas filhas, a um aniversariante especial e a todos os
pais.




sábado, 8 de março de 2014

Publicação do Conto I - "Porque te AMO"

http://prazeres-do-livro.blogspot.pt/p/contos-ineditos.html
 

Para Ti, Mulher

Tal como um sorriso que comunica sem falar.
Tal como uma brisa que acaricia sem tocar.
Tal como um aroma que inebria sem intoxicar.
Tal como um sabor que deleita sem amargar.
Tal como um som que embala sem adormecer.
 
 
A escrita é uma ato solitário
que se sente com todos os sentido
(Lúcia Papafina)


sábado, 1 de março de 2014

Crónica II

Carnaval - A Festa da sensualidade

"Quando penso em carnaval vem-me à memória..." (continuar a ler na página "Crónicas de uma romântica assumida... Crónica II)


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ser Poeta (Perdidamente) - Florbela Espanca



Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

As imagens que me inspiram II ( nova página)



Inspirada nas imagens que partilho encontro-me a escrever o meu próximo romance. Mais um processo de puro êxtase, de tormento, de alegrias, de lágrimas, de avanços e recuos, de monólogos com as personagens que rodopiam no espaço e no tempo que separa a realidade da ficção. Escrevo ao sabor da imaginação que me rouba o sono e a quietude. Numa reclusão em que as noites parecem demasiado curtas e em que os dedos, por vezes já dormentes, não conseguem digitar no teclado todas as ideias que brotam como nascentes, e as manhãs, essas, nascem trazendo a frustração de que o tempo não chega para deixar gravado no PC toda a vida criada. Durante este processo a solidão não me ataca. É como se que toda a trama estivesse nestas imagens à espera de ser tecida e contada. A miúde a voz narrativa sussurra-me ao ouvido que vidas criar… a partir desse momento todo o enredo começa a existir num mundo paralelo. Talvez numa 5ª dimensão de Alfred Hitchcock.
Esta partilha não é desinteressada. Muito pelo contrário. Com ela pretendo aguçar o apetite que será ferozmente saciado quando o romance for publicado.  
 
 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sempre, para Sempre - Donna Maria


O AMOR,

Como renegar o sentimento que inspira a religião, a devoção, a fé, o poeta, o romancista, o
músico, o pintor, o escultor, o artesão, o cozinheiro… a mãe, o pai e o filho?
Que com mestria de palavras, sons, traços, cores, movimentos, rituais, crenças,
aromas, cheiros, gestos, paladares …  alimenta
a esperança de alcançar a FELICIDADE e dá sentido à palavra SAUDADE.  

O AMOR é o princípio e o fim da existência.
Pôr um filho no mundo…
Oferecer o coração …
Enterrar um ente querido...
São atos simples de AMOR.
 
(Lúcia Papafina)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Crónica I - “Dia dos namorados, sim ou não?”

Na página Crónicas de uma romântica assumida (mas só aos 40 e poucos)  serão publicadas com alguma frequência crónicas sobre os mais variadíssimos temas tendo sempre como cordão umbilical a sua ligação ao mega tema AMOR.
Surgirão textos mais ousados, outros mais reflexivos outros ainda mais fervorosos… no entanto sempre entrelaçados à realidade que me rodeia, que observo, que pulsa ou que se esconde por detrás de preconceitos que muitas vezes nos afasta dos prazeres da paixão.
Espero que se deleite com as crónicas, certo que cada uma delas é para mim um gesto de AMOR embebido na minha paixão pela escrita.
 
 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Vem aí o Dia dos Namorados


 


É Você
É você

Só você

Que na vida vai comigo agora

Nós dois na floresta e no salão

Nada mais

Deita no meu peito e me devora

Na vida só resta seguir

Um risco, um passo, um gesto rio afora
 

 
É você

Só você

Que invadiu o centro do espelho

Nós dois na biblioteca e no saguão

Ninguém mais

Deita no meu leito e se demora

Na vida só resta seguir

Um risco, um passo, um gesto rio afora

Na vida só resta seguir

Um ritmo, um pacto e o resto rio afora
 










segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Toada de Portalegre - José Régio





O AMOR.

Um tema inesgotável e intemporal que nos preenche a acalenta o coração. Que nos deleita  e nos faz chorar. Que nos faz partir ou ficar. Que nos faz lutar em vez de baixar os braços.


… que nos faz enaltecer a TERRA que amamos.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

As paisagens que me inspiram I (nova página)

... e  porque as paisagens são uma fonte de inspiração e de paixão quero partilhar os vários “cenários” que são uma das riquezas dos meus romances. São cenários alentejanos ricos em cores, aromas, paladares e texturas que me incitam constantemente (por vezes até de forma quase doentia) a desempenhar o papel de “construtora de vidas”.
(gostaria muito de receber também as paisagens alentejanas que te apaixonam.)