
Olá. Este blog ambiciona: - divulgar excertos dos meus romances - recolher a opinião das leitoras sobre a minha escrita - ser um espaço de partilha dos romances que vamos lendo - divulgar outras escritas - ...
domingo, 17 de abril de 2016
Lúcia Gonçalves conquista a TV
A convite da Câmara Municipal de Portalegre, a quem agradeço, hoje fui uma das convidadas do programa Portugal em Festa, transmitido em direto do Convento de S. Bernardo, Portalegre. Foi uma experiência bem-disposta em torno da minha escrita e da riqueza do Alentejo. Próximo evento: dia 23 de abril na Feira do Livro em Sousel, pelas 16 horas. Conto consigo!


sábado, 16 de abril de 2016
"Alentejo: retratos poético"
Inauguração da exposição patente no decorrer da Feira de Doçaria Conventual - 15, 16 e 16 de abril no Convento de S. Bernardo, Portalegre. O meu obrigada à Câmara Municipal de Portalegre.
Da esquerda para a direita:
Adelaide Teixeira (Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Lúcia Gonçalves (escritora) e a Secretária de Estado do Turismo
Adelaide Teixeira (Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Lúcia Gonçalves (escritora) e a Secretária de Estado do Turismo
terça-feira, 12 de abril de 2016
domingo, 3 de abril de 2016
Amor Maduro
Amor maduro
É
a paixão no outono da vida.
É
a espera aconchegante que embala o grisalho sono.
É
a tranquilidade com que se aguarda a revelação.
O
amor maduro não se precipita, não!
Pois
é a doce acalmia que se sente
mesmo
quando a lágrima serpenteia
pelas
rugas da vida!
Amor maduro
é
um desfrutar suave
do
sentimento que não se sabe correspondido.
É
amar pelo prazer de amar,
sem
vergonha,
sem
angústia,
nem
sofrimento.
O
amor maduro
é
ler no brilho dos olhos o palpitar do coração,
é
a serena certeza que as parte se encontrarão.
O
amor maduro
é
o princípio supremo da compreensão.
Lúcia
Gonçalves (abril 2016)
terça-feira, 22 de março de 2016
O Despertar da Primavera
Foto de: Lúcia Gonçalves
É abril.
A alvorada nasce radiosa.
Gotículas de orvalho resvalam
como pérolas roliças sobre a areia.
As cores ganham vida e alegria própria
A brisa morna beija-me as faces.
As pálpebras deslizam
como que querendo suster
a lágrima que se emociona.
Balanço o corpo ao sabor
da sinfonia vinda dos ninhos
abrigados nas pernadas ressequidas
da velha figueira.
Saboreio e mastigo os sabores
que avivam as memórias gustativas.
Inalo sofregamente
o matizado dos aromas.
As narinas dilatam-se.
O peito enche-se dos verdes e doces cheiros.
A um ritmo compassado
o sol vai alongando
os raios dourados pela planície.
A natureza espreguiça-se
longa e demoradamente
Sorri-me.
Sorriu-lhe.
Curvo-me.
Suspiro perante a dádiva da vida.
Rejubila-me a sua vulgar beleza.
Lúcia Gonçalves (Abril de 2014)
|
sábado, 19 de março de 2016
A Carta que não tive oportunidade de escrever ao meu pai.
- Quem tu pensas que és para teres
partido sem avisar?
Que
rompes as promessas de castigo!
Que
furas os horários maternos de estudo!
Que
roubas o comando da TV!
Que
combinas num segredo paterno
a
primeira saída noturna,
mas
que me manterás numa redoma de vidro!
E
te zangarás quando der o primeiro beijo.
Que
chorarás comigo, desalmadamente
a
caminho do altar.
Pai,
tu nunca soubeste dizer não!
Pai,
Tu és:
A
razão de eu vestir uma t-shirt quando lá fora a neve cai,
ou
de ir de casacão quando o calor aperta.
A
melhor forma de eu apanhar uma constipação!
A
melhor desculpa para não comer a sopa,
ou
ficar a ver um filme até mais tarde.
A
melhor companhia para ir ao meu primeiro concerto.
Na
tua banal imperfeição
serás
sempre o meu herói
e
eu a tua menininha
Por
ti:
Serei
corajosamente paciente,
inteligente
e decidida.
Aprenderei
a suportar a tua Partida.
Não
desistirei dos meus sonhos.
Com
certeza tornar-me-ei mulher.
Viverei
apaixonadamente,
perpetuando
o teu nome.
Chegarei
ao fim da meta
Reclamarei
à providência divina um anjo da guarda.
Pai,
acredita que:
que
o coração bate depressa,
quando
no silêncio da noite,
no
momento em que a realidade
se confunde com as lembranças,
chamas
por mim.
Que
no teu abraço o medo desaparece.
Devo-te
cada sopro, Pai!
Sei
que zelarás por mim para lá da eternidade.
Num
simples e prolongado toque de dedos
sentirei
o teu conforto nas horas difíceis.
PAI,
AMAR-TE-EI
saudosamente
até
ao fim dos tempos.
Lúcia Gonçalves
(dedicado ao
pai Humberto Gonçalves que partiu prematuramente)
sábado, 12 de março de 2016
terça-feira, 8 de março de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Subscrever:
Mensagens (Atom)




























































